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Projeto Político Pedagógico

A Escola

A Escola Diocesana de Formação Catequética nasceu da necessidade de corresponder ao desejo do nosso Pastor, que através da Carta Apostólica em forma de Motu Proprio "Antiquum Ministerium" (2021) reconhece, evidencia e institui o que vem sendo amadurecido e significativamente mudado no paradigma catequético desde o Concílio Vaticano II.
Ao estabelecer formalmente o Ministério Laical de Catequista, Papa Francisco reconhece a dimensão vocacional dos nossos leigos e a grande necessidade de se buscar nas fontes do catecumenato dos primeiros séculos, elementos que fortaleçam e proporcionem a mudança de uma catequese vista unicamente como transmissora de conteúdos da fé, para uma catequese querigmática, bíblica e mistagógica que esteja intimamente ligada à liturgia.
Para que essa catequese se torne real na vida da Igreja e inicie as pessoas na vida cristã, nossos catequistas são chamados a viver essa transformação com consciência, coerência, responsabilidade a partir de uma vida de oração, estudo e participação na vida comunitária. Faz-se necessário, então, que nossos catequistas recebam uma formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica para que sejam anunciadores do Evangelho, coerentes com a transformação que a nossa Igreja vive, sem deixar de serem fiéis a sua história e extremamente comprometidos e obedientes a sua Missão.
Atendendo a esse apelo nosso Bispo Diocesano, Dom Luiz Carlos nos incentiva para a existência desta Escola Catequética a qual ele vem orientando e acompanhando cada passo para seu efetivo funcionamento.

Objetivos

O Ministério de Catequista

"A instituição de um serviço como Ministério por parte da Igreja é uma ação que coloca em evidência sua importância. A instituição do Ministério de Catequista é, para nós, a confirmação do reconhecimento da missão do(a) discípulo(a) missionário(a) que responde com alegria ao chamado do Senhor, para anunciar e testemunhar com a própria vida o seu grande amor. Assim, podemos compreender que a instituição do Ministério de Catequista para os leigos e leigas é uma possibilidade de visibilizar a especificidade de sua missão, que implica ser testemunha da fé e mistagogo, ao mesmo tempo" (CNBB. Critérios e Itinerários para a Instituição do Ministério de Catequista).

Este Ministério evidencia o valor vocacional de quem testemunha com a própria vida a fé, a esperança e o amor com comprometimento, acolhimento e generosidade através de uma comunhão fraterna com a comunidade onde se encontra inserido.

“Tais ministérios, novos na aparência, mas muito ligados a experiências vividas pela Igreja ao longo da sua existência – por exemplo, o de Catequista(...) -, são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta e para aqueles que estão distantes” (EM, n.73)

Na Carta Apostólica Antiquum Ministerium (2021), Papa Francisco enfatiza também a importância de uma formação sólida para os Catequistas que se dê de forma organizada e obedeça a alguns critérios que os documentos do magistério que tratam desse assunto nos orientam.

Itinerários e Critérios

A Escola Catequética desenvolverá dois projetos para formação dos Catequistas tendo em vista seu tempo de atuação e sua formação, como nos sugere os documentos do magistério que tratam desse assunto.

O primeiro projeto estará inteiramente focado nos catequistas já atuantes e o segundo projeto nos catequistas iniciantes que necessitarão de um caminho relativamente mais longo para que receba o Ministério.

No que se refere ao primeiro projeto, o que aqui abordaremos em detalhes, pois será o início da Escola Catequética, a Diocese de São Carlos orienta as paróquias para que escolham os catequistas atuantes que correspondam a todos os critérios estabelecidos, abaixo elencados, e que já tenham ao longo do tempo realizado formações básicas, porém o respeito a essa caminhada não deve de forma alguma apressar a recepção do ministério.

Critérios para que Catequistas já atuantes recebam o Ministério:

  • Os párocos, em diálogo com as coordenações paroquiais da Iniciação à Vida Cristã e outros grupos que eles julgarem oportuno, escolherão os Catequistas aptos a receberem o Ministério;
  • Ter no mínimo 20 anos de idade e 3 anos e meio de atuação na Catequese;
  • Ter participado de formações básicas realizadas pela Diocese;
  • Ter participado da formação específica e imediata para a recepção do Ministério, de acordo com as orientações da CNBB (mínimo de 6 meses).

O Ministério vem coroar uma caminhada e uma vivência do catequista que recebeu uma formação de inspiração catecumenal conforme orientam os diretórios catequéticos.

Desta forma, cabe aos catequistas iniciantes, uma formação mais consistente que os desenvolvam nas dimensões didáticas, metodológicas e principalmente em sua maturidade humana e comunitária. É necessário que eles vivam uma experiência eclesial em sua comunidade de fé.

Ao final desse processo formativo, será realizada a instituição a partir do “Rito de Instituição do Ministério laical de Catequista”, cabendo à Diocese de São Carlos estabelecer critérios para sua renovação.

Estrutura e Organização